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Clusia spp. ocorrendo naturalmente no Brasil

 



 

O gênero Clusia (Clusiaceae, tribo Clusieae) tem cerca de 300 espécies exclusivamente neotropicais. São árvores, arbustos e hemi-epífitas, geralmente dióicas, com folhas opostas mais ou menos carnosas; nas axilas do pecíolos encontram-se coleteres. As flores são vistosas, oferecendo vários tipos de recompensa incl. resina; há 4 até muitas sépalas e 4 até 12 pétalas imbricadas, livres. Estames 4-númerosos, livres ou unidos na base. Os estigmas são expandidos e geralmente (sub)sésseis; os 4-22 lóculos do ovário têm de 2 até muitos óvulos. As cápsulas septífragas carnosas têm geralmente 2 ou mais sementes com arilos não vascularizados por lóculo. <em>Clusia insignis</em> (masc.) Martius NGSP t 288 No Brasil ocorrem cerca de 80 espécies, algumas ainda não descritas, mas devido ao fraco conhecimento da flora da Amazônia (cf., Hopkins 2007; Schulman et al. 2007), o número real pode estar bem mais alto. Muitas espécies ainda não descritas também ocorrem nos Andes (M. Gustafsson, Aarhus, pess. com).

Uma chave interativa para a identificação das espécies de Clusia no Brasil, encontra-se na website das chaves de identificação do Inst. de Biologia da Unicamp

Espécies incl subsp. de Clusia do Brasil (12 XII 2010)


C. aemygdioi Gomes da Silva & B. Weinberg, C. amabilis Maguire, C. amazonica Planch. & Triana, C. brachystyla Maguire, C. burchellii Engl., C. burle-marxii Bittrich, C. candelabrum Planch. & Triana, C. cerroana Steyerm., C. columnaris Engl., C. crassifolia Planch. & Triana, C. criuva Cambess., C. criuva Cambess. subsp. criuva, C. criuva subsp. parviflora Vesque, C. dardanoi G. Mariz & Maguire, C. diamantina Bittrich, C. drouetiana L.B. Sm., C. favum P.F. Stevens (inédito), C. flavida (Benth.) Pipoly, C. fluminensis Planch. & Triana, C. fockeana Miq., C. fragrans Gardner, C. gardneri Planch. & Triana, C. grammadenioides Pipoly, C. grandiflora Splitg., C. hammeliana Pipoly, C. hexacarpa Gleason, C. hilariana Schltdl., C. hilariana Schltdl. subsp. hilariana, C. hilariana subsp. pilgeriana (Mansf.) Bittrich, C. hoffmannseggiana Schltdl., C. immersa C.M. Vieira, C. insignis Mart., C. lanceolata Cambess., C. leprantha Mart., C. longipes (Ducke) Bittrich, C. lopezii Maguire, C. loretensis Engl., C. martiana Engl., C. melchiorii Gleason, C. microstemon Planch. & Triana, C. minor L., C. nemorosa G. Mey., C. obdeltifolia Bittrich, C. obovata (Spruce ex Planch. & Triana) Pipoly, C. octandra (Poepp.) Pipoly, C. opaca Maguire, C. organensis Planch. & Triana, C. pachyphylla Gleason, C. panapanari (Aubl.) Choisy, C. paralicola G. Mariz, C. penduliflora Engl., C. pernambucensis G. Mariz, C. platystigma Eyma, C. poeppigiana Engl., C. polysepala Engl., C. pusilla Steyerm., C. renggerioides Planch. & Triana, C. riedeliana Engl., C. rosea Jacq., C. savannarum Maguire, C. schomburgkiana (Planch. & Triana) Benth. ex Engl., C. schultesii Maguire, C. scrobiculata Benoist, C. sellowiana Schltdl., C. sipapoana (Maguire) Pipoly, C. spathulaefolia Engl., C. spiritu-sanctensis G. Mariz & B. Weinberg, C. studartiana C.M. Vieira & Gomes da Silva, C. viscida Engl, C. weddelliana Planch. & Triana, C. williamsii Steyerm.,
Clusia criuva ssp. parviflora
Flora br. 21(1): t. 82, f. 1 A resina floral que flores de várias espécies de Clusia oferecem como recompensa para polinizadores, atrai muitas abelhas, que usam a resina para a construção do seus ninhos e, às vezes, na defesa contra outras abelhas. Clusia grandiflora (masc.), estaminódios
secretam resina coletada por uma Euglossa

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Alguns artigos relevantes (em pdf)


Biologia floral de algumas Clusia spp. no sul da Venezuela (1996 Kew Bull.).pdf

Biologia floral de algumas Clusia spp. na Amazônia Central (1997 Kew Bull.)

Aroma floral em Clusia (2001 Phytochem.)

Óleos e resina e a biologia floral de Clusiaceae (2006)

Diversidade, filogenia e classificação de Clusia (2007)
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